Say hi to a stranger

Lawyer. Traveler. Lifestyle. Portugal. Brazil. Rio de Janeiro. Soul. World. Freedom. Salty. Ocean. Pisces.



Pois é, hoje relembrei que esta é também uma das perguntas que mais tenho vindo a receber ao longo dos últimos anos. (ano e pouca na verdade). Já que voltei a receber a mesma pergunta, hoje: 

"Preciso de um super favor. Os Contactos do médico que te fez parar de fumar. Já não aguento mais este maldito vicio". 

Então, antes de vos fornecer todos os contatos que precisam, vou procurar desmistificar um pouco desta situação que tende a chocar todos a quanto reporto a minha experiência, especialmente aqui no Brasil. 

Em primeiro lugar, o médico não faz parar de fumar ok? Ele simplesmente usa um tratamento que, como qualquer outro, pode ser falho, e, felizmente, comigo resultou.
Este post é dedicado a todas as mulheres que como eu amam viajar, amam a sua própria companhia, amam aventura e amam sair por aí de coração e alma cheios prontas para descobrir o mundo. Contra todos os tabus sociais: Sim, eu viajei sozinha e sim eu vou repetir.

Foi uma das melhores experiências a que me permiti. Na verdade, verdadinhaa não foi bem exatamente a primeira vez que o fiz, ou, não estivesse eu no Rio de Janeiro porque um dia acordei e decidi que a minha vida passava por aqui, pus a mochila as costas, arrumei os sonhos no lugar deles, fechei os medos numa caixinha muito apertadinhos e  pus-me a andar, leia-se, a voar, até este lado do Atlântico.

Essa viagem maravilhosa que fiz no final do ano passado trouxe-me o mesmo frio na barriga (já estava com saudades), o mesmo, em menor proporção, claro, do dia que pisei o aeroporto rumo a esta aventura incrível.


Então vamos lá:

Para começar estou, sou, apaixonada por esta Ilha. Foi a melhor opção que fiz e sem saber. É a minha cara e todo o tempo que lá passei foi uma eterna viagem à minha infância. Nasci e fui criada no Algarve, rodeada toda a vida de praia e mar, o contínuo vento do mar no meu rosto durante esses dias não teve preço, mesmo.

Porquê a Ilha Grande? Não tenho a menor ideia (como todas as boas decisões que tomei ao longo da minha vida!).Era Terça ou Quarta-Feira, umas 18h quando descobri que Quinta era feriado, abri o Hostel World digitei "Ilha Grande", paguei preço de gente crescida (era um feriado famosinho) e comprei a minha estadia. E só. Tudo o resto descobri e fiz na hora.


Como chegar? Comprei um bilhete de ônibus (alguma alma muito abençoada desistiu enquanto eu estava a olhar para o site nesse preciso momento, consegui comprar o único lugar disponível!) pela Rodoviária Novo Rio, empresa de viação Costa Verde, cuja partida se deu às 4h e chegada às 6.45h (sim, da madrugada!) a Angra dos Reis.


No trajeto Rio-Angra o ônibus passou por Mangaratiba, Conceição de Jacareí e finalmente, Angra. (É possível chegar a Ilha Grande por qualquer um destes portos).* Achei o ônibus super bom (nível europeu!) fiquei super surpreendida e a Rodoviária também, por incrível que pareça. Até à Rodoviária fui de táxi, podem estimar a corrida aqui. Salvo engano paguei em torno de R$ 20/30,00 no táxi + aproximadamente R$50,00 no ônibus. Saindo do ônibus peguei um táxi até ao porto que dividi com as minhas duas futuras companheiras de viagem (duas portuguesas que vinham sentadas no banco atrás do meu) deu R$4,00 a cada uma. É uma distância ridícula, dava para ir caminhando mas não sabíamos... Quando cheguei ao cais bastou entrar numa fila comum para a lancha, o que já nos levou diretamente para Abraão, a lancha salvo engano custou-me R$20,00.

* O ônibus parou nos três pontos e através de qualquer um deles é possível chegar a Ilha Grande, decidi sair no último ponto, em Angra pois tinha horários mais flexíveis de barcas para a Ilha, lembro que chegava às 7h e, a titulo de exemplo, a primeira barca no porto de Conceição de Jacareí, só partia às 8.30h, ia perder 1h (nem pensar!). Mais informações úteis sobre horários e opções dos três portos podem consultar aqui.


Onde ficar? Decidi ficar na Vila de Abraão nesta primeira visita. É a área mais "comercial" e turística da ilha o que significa que estando sozinha e para uma "primeira vez" seria mais fácil de me virar caso me deparasse com algum tipo de imprevisto. É uma vila dedicada ao turismo, com imensas opções de pousadas, hosteis, restaurantes, farmácias até padaria tem (portuguesa sendo portuguesa kkk)!

Hostel ou Pousada? Bem, neste quesito eu errei, na verdade não sei se errei mas não tive tanta sorte. Como ia sozinha decidi ficar num hostel, vi vários comentários no Tripadvisor sobre vários hosteis e de entre os (poucos) disponíveis acabei por decidir ficar no Biergarten Hostel. Vamos lá, review: O hostel é super limpinho, mas, a forma como organizaram os hospedes não foi minimamente inteligente, como era um fim de semana prolongado e muito concorrido o hostel recebeu vários grupos de amigos mas não teve o cuidado de os agrupar devidamente. Acabou que, alguns quartos, como o meu (coletivo e misto) ficou com membros dos grupos sozinhos ou a pares que foram indevidamente colocados. Ou seja, a vibe não estava legal. Era uma galera que por si só já estava chateada de não estar com os amigos, era uma galera aleatória entrando toda a hora e saindo a cada minuto do quarto o que não me transmitiu muita segurança, aliás, nenhuma.  Já o hostel em si mal tive tempo de conhecer, na verdade quando cheguei já fui a correr para um passeio só deixei a mala num deposito porque só podia fazer check in após as 12h, acabei por só voltar quase à 00h e assim foi todos os outros dias. Do pouco que vi gostei, o ambiente é meio descolado, bem como eu gosto. Nunca tive no hostel em horário comercial, saí sempre muito cedo para aproveitar o dia ao máximo e voltei sempre bem tarde o que significa que nunca me cruzei com nenhum dos recepcionistas. Ninguém me mostrou o hostel e ninguém me ia cobrar também, nem o check in estava registrado na hora de sair (só para terem uma ideia!). Tive de ter o cuidado de interromper o meu ultimo dia para ter a certeza que ia aparecer em horário "pagável". Achei bem desorganizado nesse quesito. Por outro lado conheci a pousada onde as minhas, hoje, amigas, portuguesas ficaram e era super gracinha, super bem localizada, achei muito válido. Talvez da próxima vez experimente uma pousada (talvezz, se bem que fiquei com a curiosidade de ver como será o ambiente, não nesse, noutro, hostel, numa época não tão concorrida).

Fator a ter em conta - Localização do Hostel ou Pousada: Desta ninguém me avisou. A entrada da ilha, leia-se "Rua da Praia" tem imensas pousadas, restaurantes e comércio, consequentemente é muito mais iluminada pois, naturalmente, tem mais movimento. O Hostel que fiquei era praticamente na rua atrás da principal o que significa que até estava bastante bem situado, ficava na Av. Getúlio Vargas 161 mas houve vários outros que vi, super naturebas (que por acaso, só por acaso não me hospedei lá) que eram consideravelmente longe do cais, dos restaurantes, do comercio e da iluminação pública. O que é bem chato para que se hospeda desavisado. Os acessos a esses hosteis eram realmente muito pouco iluminados e meio assustadores, confesso. (Só olhei de longe!)

Passeios: Fiz tudo quanto me foi possível, infelizmente na época que eu fui estava imensa chuva e vento o que resultou no encerramento da Ilha na sua parte sul (leia-se: aventureiro - estou a chorar até hoje!), estavam ondas de 1.80m o acesso a essa parte da Ilha foi completamente suspenso.

No primeiro dia comprei a Meia Volta à Ilha (R$120,00/dia inteiro), fui com a Avant Tour, eles têm um ponto de venda logo na entrada da ilha, a Rua da Praia 703 (bem em frente ao cais!)* e foram sempre sempre sempre uns amores comigo. Podem ficar a conhecer os passeios disponíveis e preços aqui. Fomos numa lancha privada e visitamos lugares incríveis. Passamos pela Lagoa Azul, Lagoa Verde, onde fizemos snorkeling (o passeio já inclui o material) Saco do Céu (paraíso!), praia da feiticeira, entre outros points. Paramos na Maguariquessaba para almoçar que nada mais é do que um arranjinho que estas empresas (todas elas) têm com restaurantes "caros" e absurdamente "turísticos" para atrair clientes. Os pratos são caros mas dividindo com um grupo dá para comer bem e por um preço razoável.

No segundo dia comprei a Ilhas Paradisíacas (R$140,00/dia inteiro), também com a Avant Tour, neste passeio passamos por Ataguas, Ilhas Botinas, Gipoia, Praia da Piedade e Praia do Dentista (#apaixonei).


No terceiro dia reservei o dia para o paraíso - a praia mais bonita do Brasil - Lopes Mendes (R$40,00/ dia inteiro) - #sobreparaisosnaterra - até respirei fundo agora. Fui de barco até à Praia do Pouso (salvo engano o primeiro barco partia às 10h de abraão) e a partir de lá fiz uma trilha de aproximadamente 20min até chegar à praia. P.S - Voltando à Praia do Pouso, tem um bar/restaurante flutuante incrivel, com comidinhas maravilhosas e uns drinks ainda melhores! Têm de experimentar!. Há barcos às 10h/11h e 12h a ir e de Abraão para Lopes Mendes e às 16h/17h e 18h de Lopes Mendes para Abraão. Assim que se termina a trilha, tudo é incrível, é cenário de filme. A areia é clara, super branquinha, o mar é inacreditável, tem uns caranguejos super fofos e animados a andam a alta velocidade e parem saídos de um filme da Disney, enfim. Paraíso, mesmo. É uma praia selvagem, tudo o que precisarem consumir ao longo do dia terão de levar com vocês, não há comercio, não há vestígios de intervenção humana, é simplesmente paradisíaca. Mais informações aqui.



* Mais sobre a Avant Tour:
Telefones para contato: (21) 992228602; (24) 33615822 ou (24) 992228602
E-mail: avanttour@hotmail.com
Observações: Aceitam dinheiro (10%off) e todos os cartões (o que é ótimo para poupar o gasto em cash na ilha!).
Ainda em Lopes Mendes.

Na época separei diversas informações sobre várias agências (e-mails, números de telefone, preços, enfim) e na Ilha fui em cada uma delas. Após algum trabalho de campo, conclusões: Os preços são iguais em todas as agências de turismo e as lanchas também. Única diferença da Avant para as demais (fui ouvindo muitos comentários referentes às várias agências) é realmente a flexilidade e rapidez na solução de contratempos. Mas também, gente, eles estão numa posição super privilegiada de frente ao cais de chegada e de onde partem toda as lanchas, conseguem acompanhar toda a movimentação de grupos, lanchas, etc. Fica mais fácil resolver a vida de qualquer cliente assim né. Para me fazer entender é importante explicar que: as agencias simplesmente vendem os passeios e se comunicam para ir agrupando os grupos de turistas em lanchas (algumas privadas de moradores que prestam esse serviço, outras de outras agências que têm as suas próprias lanchas). Isto, quem compra os passeios e vai com grupos de desconhecidos (eu! adoro um stranger né). O que significa que numa lancha vão diversas pessoas e cada uma delas pode ter comprado o passeio em agencias diferentes. Tem também a opção de alugar uma lancha durante todo o dia e vem com marinheiro ahaha. Aí o grupo divide o valor da lancha. 

Restaurantes: A vila de Abraão tem uma grande opção em termos de restauração. Tem vários restaurantes beira-mar ótimos e com musica ao vivo, super, super agradáveis. Tem creparias, tem japonês, tem frutos do mar, tem carne, tem pizza e rodízios, tem mexicanos, enfim, de tudo um pouco. Posso adiantar que devorei uma pizza incrível (claro, pizza) numa pizzaria em frente à igreja, no largo, infelizmente não me lembro do nome do restaurante mas super recomendo (só tem dois, com a igreja do lado direito é o da esquerda.). Tentei comer uma moqueca (que imaginei super maravilhosa) também na praia do Abraão mas claramente errei o restaurante, o nome era Rei da Moqueca (só não vão!) ahaha e comi uma cataplana de cação surreal no Restaurante Canto das Canoas (paragem do passeio Ilhas Paradisíacas). É um Restaurante aparentemente famosinho por aqui, da galera que frequenta Angra e tal. Achei super queridinho. 

 Na foto: Restaurante pé na areia. Muito bom e com musica ao vivo. Recomendo.


 Na foto: Restaurante com musica ao vivo na Pousada Mar Azul.
Dica 1: Se não forem ficar na Rua da Praia, não levem malas, muito menos com rodinhas. Levem mochila de camping. É sério!
Dica 2: Levem dinheiro suficiente para o numero de dias que vão ficar na ilha. Não há caixa eletrônico, a energia cai com frequência o que significa que os poucos estabelecimentos que aceitam cartões ficam sem energia nas máquinas para aceitar os ditos e de repente passa de paraíso a filme de terror e nós não queremos isso ahaha.
Dica 3: Levem carregadores portáteis, tantos quanto possível. Eu fiquei 48h na ilha sem energia, os carregadores portáteis salvaram. Salvaram a Gopro (continuei a registrar os momentos altos da viagem) e salvaram o celular também antes que os meus pais saíssem de Portugal rumo à ilha para me resgatar. kkk

Além dos passeios de barco, podem investir nas trilhas, Ilha Grande é o paraíso dos amantes de trekking. Eu amo, como sabem, mas infelizmente não tive tempo para tudo. Aquele pico do papagaio ficou-me atravessado, queria muito subir. Vejam aqui as opções de trilhas na ilha.

O regresso - Transfer: Para regressar preferi utilizar o serviço de Transfer, uma opção mais econômica e tranquila pois não tive de ficar preocupada em conjugar horários de lanchas, ônibus (que ainda teria de comprar em Angra) enfim. Esta era uma opção que eu estava cogitando para a ida também mas só chegava a Ilha Grande no horário de almoço então desisti da ideia. Para voltar acho super válido (e para ir, se tiver com tempo e sem os dias contados também acho que vale experimentar - ainda que tenha lido alguns reviews não tão positivos na ida, ao que parece eles dão um horário estimado para buscar todo o mundo, sendo que podem ter pessoas para buscar em pontos muito distantes, o resultado dos reviews que li não tão positivos foram esperas de longas horas sem feedback algum da empresa). Eu não testei a ida então não posso dar opinião a respeito. O regresso testei, aprovei e super recomendo. Foi super rápido, sem filas, sem stress. Saí a uma hora ótima da ilha, consegui aproveitar o dia quase na totalidade.

O serviço que contratei foi o Easy Transfer:

Telefone: (210 99386 3919

E-mail: easytransferbrazil@gmail.com
Site: http://www.easytransferbrazil.com/pt/

Era possível comprar ida e volta por R$ 170,00 (van + lancha), reservando via e-mail e o pagamento era realizado na Van de ida. Como só quis a volta, tive de comprar lá na Ilha mesmo, na agência "Como uma Onda" na rua Rua Bungaville, Vila do Abraão. Liguei para o Rafael  (responsável pela agência) (21) 99879-1025 que me reservou o ticket do transfer por 24h e assim que cheguei fui logo buscá-lo. Salvo engano paguei R$ 90,00. A como uma onda também vende tem todos os passeios que referi acima. Mais uma opção para vocês.

Última nota sobre viajar sozinh(a): Voltei a precisar de outra viagem porque o tempo que queria tirar exclusivamente para mim, literalmente, não o tive ahah. Não fiquei sozinha nem um minuto, levei um livro comigo que não tive tempo nem de tirar da mala, fiz amigos incríveis que me vieram visitar já várias vezes aqui ao Rio, alguns de outros países e outros de outros estados do Brasil, enfim, super super recomendo. Só vai! Assim, na fé, e conta como foi!
Na foto: Mergulho na Ilha do Dentista

Voltarei em breve. Gostaram do post? Têm mais dicas? Um super beijinho!


Não podia deixar de escrever sobre o assunto. Como todos sabem, ontem, infelizmente, tivemos mais uma estrangeira a morrer nas mãos de delinquentes, desta vez, na praia de Copacabana, no Leme.

"A turista estava na areia com duas amigas, perto do hotel Copacabana Palace, quando foi abordada pelos assassinos, que inicialmente pediram cigarros para o trio. As jovens tentaram fugir e correram em direções diferentes, mas foram cercadas pelos suspeitos. Segundo os depoimentos, um deles atingiu Laura no calçadão, com golpes de faca no peito. Os suspeitos correram com os objetos e pertences da vítima e das amigas." Via G1, noticia completa aqui.

Infelizmente a Laura, como tantos outros, não sobreviveu. 

Faço questão de redigir este post especialmente devido à época agitada da qual nos aproximamos - os Jogos Olímpicos, que, como todos sabem, se realizarão em agosto deste ano, aqui, no Rio. 

Tal como provavelmente a maioria de vocês, que me lê, também eu, como sabem, sou estrangeira, serei sempre. A única possível diferença é a de que, talvez, já seja uma estrangeira um pouco mais "ambientada", "aculturada", e, consequentemente, mais alerta para a realidade desta cidade que tanto amo, como se da minha cidade se tratasse. 

Vale o aviso: Não se deixe iludir pelos encantos mil da cidade maravilhosa, ela é realmente maravilhosa e ela tem efetivamente encantos mil, mas, assim como qualquer outra cidade tem os seus problemas. 

Infelizmente a segurança, ou a falta dela, é um deles e não adianta reclamar, comparar ou querer contrariar, simplesmente não adianta, se escolheu estar aqui, aceite e respeite a cidade, ela respeitá-lo-á de volta, e quando eu digo respeite a cidade, eu quero dizer ouça-a, ouça-nos.

Tal como a maioria de vocês desse lado também eu, um dia, já cheguei absolutamente alheada da realidade que por aqui se vive, e, assim como cada um de vocês também eu já achei (e ainda acho muitas vezes) que tudo não passa de um exagero. Mas não é. 

O que eu vivo aqui há quase quatro anos e o que cada um de vocês vive ou viveu na última semana, um mês, seis meses ou um ano não é na-da (nada!) perto do que cada uma destas pessoas já viu, viveu e cresceu alerta para. Então, por favor, oiçam-nas. 

Sim, a cidade avisa. Sim, a população avisa. Ou tenta, pelo menos. E nós estrangeiros e turistas? Estamos nem aí. Só queremos passar por todos os altos points turísticos, tirar fotografias inacreditáveis, aplaudir o pôr do sol no arpoador, comer uma boa picanha e dar um oi pro cristo redentor, e é isso, é só isso. Sim, eu sei, eu também já estive aí.

Também eu já cheguei um dia absurdamente deslumbrada e fiz tudo o que devia e não devia, ignorando qualquer recomendação menos positiva. 

Também eu já cheguei um dia e fui para a Lapa (gringo vai na Lapa, não adianta) de ônibus (gringo vai para todo o lado de transportes públicos, não adianta), não uma vez, nem duas, várias. De ônibus às 23h, 00h, 01h, o que fosse. Não só ia como voltava, sim, de ônibus. E muitas vezes de van também, igualmente sem critério de horas. E com "sem critério de horas" eu digo, ir à 00h e voltar às 5h, de ônibus, ou, na época, de van (foram proibidas pouco tempo depois, após o estupro/violação de uma outra estrangeira), o que saísse primeiro (e como eu, haviam centenas de outros estrangeiros, é simplesmente "normal" nas nossas cabeças, faríamos o mesmo nas cidades que nos são familiares). Esperar por um ônibus com mais dois ou três amigos na Praça Tira Dentes no Centro às 4h da manhã, como se tivesse ali no Bairro Alto de Lisboa, absolutamente "normal", em cada uma das nossas cabeças. A última vez que o fiz, tomei um susto, claro, por isso não repeti mais a proeza, um grupo de rapazes entrou pelo ônibus dentro fumando maconha, gritando, dando pontapés nos bancos, cantando, batendo em todo o ônibus, completamente alucinados, como isso já não é tão familiar entendi que aqui era diferente e pelo sim pelo não, parei de andar de ônibus a essas horas e ir à Lapa (várias amigas foram assaltadas).

Também eu já decidi ir para Escolas de Samba, com um grupo de outros tantos amigos, igualmente estrangeiros, igualmente inconscientes, em que saíamos de casa também por volta da 00h, pegávamos três ônibus, e, depois de mais de hora e meia de caminho sabe deus por e para onde, lá chegávamos. E a volta? Nada melhor que uma van! Ótima ideia. Até que o motorista acendeu o seu "cigarro" de maconha, confessou que tinha 15 (quinze) anos e que tinha roubado a van do pai. Chegamos são e salvos, 50 longos minutos depois, também foi a última vez que o fiz. 

Também eu já fui para dezenas de encontros de estudantes de intercâmbio que se davam na praia, ou em quiosques, até altas horas com gente de todo o mundo. Vários amigos meus (essa eu nunca me atrevi) já dormiram inclusivamente nas praias de Ipanema e Leblon após longas noites regadas a álcool e hard party. Felizmente nada aconteceu e nunca tiverem sequer a noção de que havia possibilidade de acontecer, felizmente.

Nascemos em países que, felizmente, não se sente tanto esta insegurança como se sente aqui, claro que também têm os seus problemas mas realmente não estamos sequer consciencializados para encarar a realidade que por aqui se vive. É desconhecido. É novo. Furtos todos ouvimos falar, todos os dias, em todo o lugar, numa maior ou menor proporção, dependendo. Mas facadas por um cigarro ou telefone? Nas nossas cabeças isso simplesmente não existe.

A nossa principal preocupação gringa, é, num primeiro momento, a de proteger os bens materias, para evitar que sejam furtados, máquinas fotográficas, telefones, relógios, chaves de casa, enfim. Nós realmente achamos que esse é o perigo.

Apenas com o passar do tempo vamos compreendendo, os que compreendem, que infelizmente, uma vida para muitos destes marginais não vale nada. E que a nossa maior preocupação deve ser precisamente a de não nos preocuparmos com os bens materiais. Devemos estar absolutamente prontos para desapegar e caso sejamos abordados, simplesmente entregar tudo e entregar feliz.

Também eu tive de tomar um susto para compreender essa lição. Certo dia, saindo do escritório, ainda no Centro, perto das 21h e no sentido do metrô, na Rio Branco, um grupo de pivetes (menores) me abordou, eram mais de 8 (oito), misturaram-se entre o grupo que vinha comigo, e, de olhos sedentos e altamente drogados, de mãos sujas e salivando por uma bolsa a mais debaixo do braço para a partilha das 22h, cercaram-me. E qual foi a minha reação, perguntam? Foi travar a bolsa contra a parede e colocar o meu corpo na frente dela. Repito: O meu corpo na frente dela. Roubaram apenas o meu cordão, não conseguiram a bolsa, mas o susto que me deram foi uma lição que jamais esquecerei. A menina que me roubou o cordão arranhou o meu pescoço, agarrou-o, atordoou-me, e, claro, a última coisa que me lembrei naquele momento foi de que tinha um cordão (leia-se, colar) ao pescoço, achei que estava a ser esfaqueada ou algo do gênero. Não pensei em mais nada nos dias seguintes senão que podia mesmo ser uma faca e eu simplesmente me coloquei (me coloquei!) à mercê disso, e para quê? Para que não roubassem a bolsa. 

Tudo bem, são reflexos, mas os reflexos têm origem no nosso psicológico e aqui, temos de estar preparados para dar tudo e na hora, sem hesitar. Não esperar para descobrir se há faca, se não há faca, se há arma, se não há arma. Não correr, só dar, tudo. Enquanto forem bens materiais estamos no lucro. Afinal, o que são bens materiais perto do nosso corpo e psíquico? 

Mas claro, teimosa que não sou, e não satisfeita com o susto ainda fui dar uma voltinha no carro da policia, às 21h, pelas ruas desertas do Centro da Cidade na expectativa de encontrar o grupo de marginais que tinha roubado o meu escapulário e pelo menos denunciá-los. Olha para ela, ingenua e justiceira. A realidade que vi foi tão mas tão chocante que acho realmente que foi a primeira vez que percebi a dimensão de tudo isto, de tudo o que se fala, e o porquê de uma vida não ter o menor valor para essas pessoas. É outro mundo. Temi pela minha vida cada minuto daquele "passeio". São imagens que ficarão para sempre gravadas na minha memória e que, acima de tudo, me trouxeram sábias lições, aos mais diversos níveis. 

De novo, apenas com o tempo, nós, estrangeiros, vamos ganhando uma maior percepção de tudo isto, desta realidade. Não fazemos por mal, tenham alguma paciência, é simplesmente muito diferente do que já vimos, do que já vivemos. Não, também não merecemos ser assaltados porque somos "burros", porque "ninguém faz isso às 2h da manhã", porque "ninguém faz isso seja lá em que circunstância for" nem porque "estamos pedindo, temos mais é que saber". Nós simplesmente não compreendemos, num primeiro momento, a real dimensão do problema. 

E com tudo isto, não é minha intenção amedontrar ninguém, eu mesma não tenho medo. Eu amo esta cidade de coração mas hoje eu conheço-a melhor que ontem, e quem conhece não tem medo, respeita. Este é o funcionamento desta cidade, feliz ou infelizmente, gostem ou não, não importa, é a realidade dela. Essa realidade não muda nada no dia-a-dia de nenhum de nós, mais ou menos estrangeiro, não muda nada no que ela tem para oferecer, nem na beleza natural sem fim que lhe assiste, desde que, claro, estejamos alertas, atentos, a respeitemos e aceitemos, como ela é.

O Rio é lindo, será sempre e para aproveitar o melhor que ele tem para nos oferecer o truque é só um: manter o olho bem aberto. 
Carnaval acabou e o ano começou. Sim, no Rio e para o Carioca o ano começa agora. Em boa verdade começou ontem eu é que só quis aceitar esse fato hoje. Para começar nada melhor que ir treinar às 7h (começar a secar o absurdo que foi este carnaval.) e, logo em seguida, ainda em modo pré-work já emendar com umas comprinhas para iniciar os trabalhos "geladeira saudável" #estoudedicada. Como estava apertada de tempo não comprei tudo o que precisava mas já deixo aqui algumas dicas:
Valor da cesta de compras: R$50,00
Supermercado: Zona Sul, Ipanema
Conteúdo: - Frutas Variadas (Bananas, Maçãs, Pêras, Uvas e Kiwis);
                 - Barrinha Agital Mix Nuts (1);
                 - Barrinha do Bem de Maçã e Canela (2);
                 - Frutajá, suco de Maçã e Banana 100% fruta (3);
                 - Água de coco Me bebe na Praia 1L (4);
                 - Água, muita água.

(1) Sobre a Barrinha Agital Mix Nuts:
Uma das preferidas para o lanchinho da tarde. Sempre levo para o escritório. Esta Barrinha é calórica mas é bem completa, ela é rica em gordura insaturada (gordura boa!) e vale por um lanche completo. Tem uma ótima relação carbo vs proteína além de rica em fibras e muito saborosa.  

(2) Sobre o Sachê de fruta de Banana e Maçã:
Uma super novidade que chegou ao mercado pela primeira vez este mês. Adorei a ideia. Nada mais é senão um purê de frutas em sachê 100% natural. Estão disponíveis no mercado cinco combinações diferentes, todas tendo a maçã por base. É ótimo para carregar na bolsa no dia-a-dia e custa em torno de R$ 5,00 (cinco reais) achei acessível. Site e informações nutricionais aqui.

(3) Sobre a Barrinha do Bem, Maçã e Canela:
É a minha preferida, nunca falta lá em casa. Quando não treino em jejum (leia-se, aqueles dias em que acordo com uma fome monstra vinda sabe deus de onde!) como metade dela antes de ir treinar (não me sinto bem a fazer exercício de estômago cheio). O pacote vem com 2 (duas) unidades e são absurdamente deliciosas. Também vendidas separadamente. Site aqui. A marca tem outros tantos sabores mas sou fiel a esta maçã e canela, super recomendo. 

(4) Sobre a água de coco Me Bebe Na Praia, não há muito o que falar né gente, é água de coco 100% natural, sem conservantes e/ou qualquer intervenção química. Utilizo muito para fazer sucos. Coloco várias frutas na Bimby e junto água de coco para um shake super completo. 

Os 3min de compras pós treino às 8h da manhã de hoje foram estes. Espero que tenham gostado. Beijosss


A dica de hoje já rendeu dezenas de e-mails e mensagens. Uma das eternas perguntas de quem pretende vir para o Brasil ou acaba de chegar é: "como regularizar a minha situação" ou " como conseguiste o teu visto?" "o que é preciso?". Esta dica promete responder e ajudar a resolver as vossas várias perguntas sobre vistos, permanência, etc, etc. Vários amigos meus já utilizaram este serviço e super aprovaram. De minha parte posso adiantar que é o único posso indicar como de minha extrema confiança.

Como todos sabemos o Brasil é um país extremamente burocrático e tudo, tudo, tu-do demora já para não falar na quantidade de informação equivocada que se recebe a cada segundo. Para esse efeito é preciso, nestas alturas da vida, ter a tranquilidade de contar com os serviços de alguém que entenda do assunto e saiba se desenvencilhar no meio destes ritos e burocracias sem fim. Esta é uma recomendação seja quem vem estudar, quem vem trabalhar, quem vem investir, quem quer a nacionalidade brasileira, quem por aqui casa ou quem fez tudo isso num outro país e quer reconhecer aqui.

Quem vos trago a conhecimento hoje é o Ricardo Santos da Alpha Imigração, o meu despachante. O Ricardo já me acompanha há alguns anos, já fez os mais diversos trabalhos para mim. Já indiquei o Ricardo para os mais diversos casos, amigos e clientes. Tem feito um excelente trabalho desde o dia 1 e já super ajudou amigos meus com situações bem carismáticas. Super, super recomendo.

Dados para contato:
Ricardo Santos
Rua Sete de Setembro, 55, 1102, Centro - Rio de Janeiro/RJ
Telefone: 2221-6533 ou 2507-7316
E-mail: ricardo.santos@alphaimigracao.com.br
Podem consultar o site aqui. 






Esta é uma secção do blog dedicada às minhas amigas cariocas que sempre perguntam de onde vem o item x ou o item y que fazem parte do meu dia a dia e sempre uso. Várias são as marcas cariocas e brasileiras no geral que uso e amooo de paixão mas também várias são as marcas portuguesas que, mesmo longe, não dispenso e continuo a comprar à distância.

O post de hoje é sobre a loja onde comprei o meu colar de pérola, sim, aquele que carrego religiosamente ao pescoço e que todos (sim, elas e eles também!) vocês já me perguntaram onde comprei e como podem comprar.



A MATILDA é a marca responsável por este sucesso em terras brasileiras, site aqui e instagram aqui. É uma lojinha on-line de acessórios lindos e super delicados que eu amo amo demais e não prescindo no meu dia a dia, além do colar de pérola tenho alguns outros itens que comprei com eles, vejam:

Como podem ver tudo é delicadamente embalado e enviado com muito amor. São uns fofos. Até recebi um miminho ahah. O famosinho é esse aí em baixo, com o fio transparente e a boa noticia para vocês é: entrega no Brasil! Vejam como comprar aqui para quem me lê de Portugal, e aqui, para os que me lêem nesse mundo fora.

Espero que tenham gostado da dica. Um beijoo!

Foi incrível, maravilhoso e não quero que acabeee. 

É uma bagunça, eu sei, a cidade fica a parecer um episodio do the walking dead, eu sei, os taxistas são uns f* d* p* e tentam a todo o custo driblar os caminhos do costume, eu sei, há filas sem fim para tudo e ir ao banheiro é uma missão quase impossível, eu também sei disso. MAS, tem o mas. A alegria que se sente pela cidade é contagiante, a vibração carnavalesca sente-se no ar, as pessoas pulam, correm, dançam, fazem as mais hilárias figuras, conversam, se conhecem e por aqui também se beijam (e muito!) ahah. É uma época linda do ano. Acabamos cansados, exaustos, a precisar de 1 (um) mês de repouso mas (MAS) durante aqueles dias fomos de tudo um pouco, fomos bailarinas, fomos tontos, fomos lindos, fomos incríveis, fomos super heróis, fomos policiais, taxistas, coelhos, gatos, até brownies para os mais criativos. Fomos, mesmo, de tudo um pouco. Fomos livres e foi lindo. A unica responsabilidade? Brindar ao por do sol (e à skol beats!), sempre que possível com um mergulho sem hora. Ahh e como eu amo tudo isso. 
Foi muita farra.

Para os que acompanharam no snapchat sabem que sexta já começou no bloco virtual do leme (na verdade os últimos dois fins de semana já tinham sido regados de blocos como o Desliga da Justiça ou o Imprensa que eu Gamo, Arca de Noé, Empolga às 9, Chora me Liga, Fogo e Paixão etc etc. sim, aqui começa cedo!). Sábado já fomos para o Céu na Terra, em Santa Teresa, às 7h da manhã, só para acordar, seguimos para o Escangalha na Gávea e depois para o Barbas em Botafogo (que foi só lindo! - Principalmente a parte em que passamos todo o bloco a levar chuveiradas dos Bombeiros. Total dança da chuva!), seguimos para o Leblon, área do Belmonte onde ficamos mais largas horas a dançar e ser felizes. Domingo, fomos para o Areia no Leblon, um dos preferidos e ficamos por Ipanema depois. Segunda foi dia de dar um mergulho matinal para organizar as ideias e seguir para o Leblon e Gávea, acabamos esperando a Arca de Noé no Jobi que desfilou de forma linda até ao Baixo Gávea onde se cruzou com o Bloco Corre atrás. Enfim. Terça abrandamos beeeem o ritmo e reservamo-nos para uma festinha. Quarta por sua vez decidimos relaxar e passar o dia na praia, surpreendentemente assim que meti um pé fora do prédio achei que era qualquer outro dia do ano e estava simplesmente em trajes de praia ao invés de profissionais ahaha. A cidade estava praticamente fantasma. Não havia um vendedor na rua, a orla não estava mais fechada, a praia estava praticamente sem ninguém, juro que olhei o calendário para tentar perceber a quantas andava. Isto, às 13h. Claro, algumas horas depois todos saíram das camas e arrastaram as brutas ressacas para a praia. Às 17h não cabia uma canga a mais no areal de Ipanema, Leblon ou Copacabana. Ahaha, fenômenos do Carnaval. Ainda não foi desta que fui ao sambódromo! Ano que vem há mais. 
Ainda tive tempo de tirar umas boas fotografias em Santa Teresa, amo este bairro, é lindo demaiss. 

Espero que tenham aproveitado muuuuito este carnaval também! Hoje, para encerrar vou assistir Jorge Ben (bebete vambora!), Santa Clara, Zeh Pretim, Zedoroque, Nepal, entre outros, na Hípica. Vemo-nos mais tarde?



Para os ultra foliões (eu juro que três semanas depois e com um pré carnaval super bem aproveitado não consigo mais! ahahah), este fim de semana 46 blocos desfilam ainda pela cidade. Entre os principais temos o Bloco da Anitta, cuja musa escolhida para acompanhar foi a Gabriela Pugliesi no "Bloco das Poderosas" e o Monobloco, ambos saem do Centro. O Bloco da Anitta vai ser na Primeiro de Março, amanhã, às 9h. Boa sorte aos ousados! 

Eu consegui! (yehi!) Super conquista. (Tinha de começar pelas boas noticias).
Ao que importa: Conforme prometido, aqui estou eu para deixar o review desta experiência... exótica, no minimo. Quem me conhece consegue imaginar o quanto me custou este dia Detox, pelo simples motivo, que amo (amo amo amo!) comer. Aliás, acho que foi o que mais repeti ao longo do dia "amo comer", "quem é que pode ser feliz a privar-se de determinados alimentos", "comidaaa". Juro que só me passavam pratos deliciosos na cabeça (acho que foi por saber que não podia comer!).

Vamos lá, do inicio. Já vários amigos(as) me tinham recomendado um dia de Detox e me haviam explicado as várias das vantagens desta opção. Li bastante a respeito, e, claro, gostei da ideia de ter a opção de permitir ao meu organismo um dia puro, sem ingestão de alimentos menos bons apenas fornecendo a ingestão dos nutrientes necessários e só os necessários. Gostei ainda mais da ideia da desinchada básica que, naturalmente, ocorre após 24h de ingestão apenas de líquidos. Da ideia de uma melhora na pele (comprova-se!) e de um estimulo ao funcionamento do figado e intestinos. (Depois do carnaval e no quesito figado acho que precisarei de um novo Detox, só acho.).

Decidida a testar esta modalidade entrei em contato com a LOV SAÚDE, cujos sucos já havia visto à venda em algumas das minhas lojas, mercadinhos e restaurantes preferidos. Gostei da ideia de os sucos terem 500ml (pois sou uma pessoa de muito alimento!). A única desvantagem que vi foi, além do tempo de resposta (o pedido é feito via e-mail) e ainda tive de dar uma cutucadinha via facebook, demoraram para entregar. E quando eu digo demoraram, não é bem um demoooooooooooraram, vamos lá,  eu pedi Segunda-Feira, fiz logo o depósito (no mesmo segundo para não mudar de ideias!) e foi entregue Quarta-Feira à tarde. Imaginei que fosse um serviço um pouco mais pronto, leia-se, para o dia seguinte. Para pessoas fracas no que toca a dietas e coisas saudáveis como eu, esse lapso temporal poderia ter sido o tempo de mudar de ideias ou postergar este evento até à data de nunca mais. Mas fui forte e fui até ao fim.(Yehi!) ahahah.

Fiz o Detox na Quinta e tenho de começar por dizer que acordei com uma barriga chapada maravilhosa que durou 2(dois) dias. (Podia ter durado mais caso não me tivesse dedicado a comer chocolates no dia seguinte). Senti melhoras visíveis na pele (acho que foi o que mais me surpreendeu) e está ótima até agora. Incrível a diferença que apenas 1 (um) dia pode fazer.

Durante o dia posso dizer que se houve algo que não senti foi fome, pelo contrário, chegou ao fim do dia e ainda tinha muito suco para beber. Não estava a dar conta de tanto alimento. Senti saudades de comer coisas saborosas isso sim. Só pensava em pizzas e hambúrgueres (#souterrivel!) ahahah. Mas fome? Zero. E olha que eu continuo a impressionar os meus amigos pela quantidade de comida que ingiro, como costumo dizer: "Sou portuguesa, estou habituada a comer bem!". Então, acho que do problema "vamos ter fome?" pelo menos com esta marca, estamos livres.

Houve dois sucos que adorei adorei adorei, jamais diria que eram saudáveis de tão incríveis que são: o Citrus e o Tropical. O Citrus então ganhou um 10 na escala. É muito muito bom. Vai passar a fazer parte do meu dia-a-dia, por certo! Os Exótico, o Verde Vida e o Verão Carioca são igualmente ótimos mas enjoei um pouco após algum tempo, no finalzinho mesmo (sim, eu tomei sem pressa, fui degustando) mas calma, lembrando que são meio litro cada um né... Enjoar um pouquitito acho que é normal. Só o de Amêndoa é que realmente não funcionou para mim, não consegui acabar. Tomei um pouco antes de dormir, apenas.

Vários de vocês foram seguindo o dia Detox no Snapchat e choveram perguntas sobre a marca e se recomendo ou não. Sim, a resposta é que super recomendo, farei novamente por certo. Custou R$ 108,00 e senti que foi um dinheiro super bem gasto. O programa que comprei foi este.

Espero ter ajudado nas dúvidas de vocês aí desse lado. Qualquer coisa só falar!
Um beijooo